27 dezembro 2014

Aaah, o Natal...

Antes de começar preciso dizer que faz muito tempo que eu escrevo aqui, é uma nostalgia, uma sensação bem estranha, mas vamos lá!

Hoje eu estava numa daquelas crise de observar o mundo e passar horas pensando sobre as mudanças que ocorrem, ano após ano. Talvez pela falta do que fazer ou apenas por sentir necessidade de pensar isso, mas a questão é que as coisas estão cada vez mais diferentes.

O Natal, uma comemorações mais importantes do ano (senão a mais importante), esse ano me surpreendeu. Não havia luzes piscando nas ruas, nem pessoas tumultuando as avenidas, não havia fogos, gente comemorando, estranhos se abraçando... nada. No máximo houve comida, mas não que eu esteja reclamando disso, de forma alguma.

Sim, eu também acredito que Jesus não tenha nascido nem perto do dia 25/12, e também sei que essa data é marcada pela veneração ao deus Rá e outros deuses ligados ao sol . E sim, também sei que o 'bom velhinho' surge apenas para o consumo, consumo e mais consumo. Mas não se resume a isso. Apesar de tudo era uma data de comemoração, uma data de reunião das famílias, dos parentes mais distantes, vizinhos, amigos. Uma festa, mas não regada a drogas e álcool, e sim cheia de amor ao próximo e bondade.

Não, eu não sou do tipo religiosa, pois não concordo com a maioria das religiões, nem com seus rituais, nem com seus hábitos. Mas ainda assim creio em Jesus, e de uma forma ou de outra essa data se mostra (ou mostrava) como uma comemoração cristã, um momento em que as crianças viam filmes a semana inteira sobre Cristo, aprendiam sobre os feitos d'Ele e O adoravam.

As tradições estão sendo deixadas para trás, mesmo as boas, e essa é a tal da era inteligente? A sociedade que pensa, que escolhe, que debate. Ei, mas que sociedade é essa que vive presa à tecnologia fazendo coisas inúteis o tempo inteiro? Que sociedade é essa que troca suas famílias por qualquer coisa? Que dedica seu tempo, quando o tem, aos jogos, novelas e vídeos engraçados na internet. Sim, eu acredito no bem da tecnologia, tanto que pretendo trabalhar com eletrônica, mas a que ponto estamos chegando?

Conversem com suas famílias, dediquem-se à elas. Aproveitem o seu pouco tempo livre com as coisas que realmente importam. E, principalmente, não permitam que todas as tradições sejam perdidas devido à modernidade do mundo, não permitam que a fragmentação da família se torne algo comum.

Ah, pode ser só mais um desabafo da garota que odeia falar o que pensa, mas é que às vezes aqui é meu cantinho para falar o que penso. O que vocês pensam a respeito?